O comportamento dos aposentados passou a ter um olhar mais dedicados da psicologia. E as atenções se voltaram de maneira mais firme para aqueles indivíduos que ficam em casa ou em locais públicos sentados sem dizerem nada.
Para pesquisadores, o comportamento pode ter relação à perda do senso de identidade, algo antes valorizado enquanto estavam no mercado de trabalho. Se você quer saber tudo o que a psicologia diz a respeito dos aposentados siga lendo esse artigo.
Chegar à idade padrão de pedir a aposentadoria e ter uma pensão sem descontos é algo que todo trabalhador planeja. No Brasil, é preciso trabalhar no mínimo 30 anos, se mulher, e 35 anos, se homem, levando em caso de pedir aposentadoria por tempo de contribuição.
Importante lembrar: há outras regras que dizem respeito ao trabalhador rural, professores e para aqueles profissionais com algum tipo de deficiência.
A partir do momento que alguém se torna apta a se aposentar, uma nova fase da vida tem início. E ela é totalmente o oposto daquela que se tinha antes. Um grande desafo que se tem pela frente é como preencher as oito horas até então dedicadas ao trabalho.
Dessa forma é fundamental que se faça um planejamento, para que dessa forma se possa desfrutar dessa etapa inédita da vida.
Agora, as atenções dos psicólogos se voltam para aqueles aposentados que ficam momentos sem falarem nada. O silêncio por parte daqueles que não estão mais trabalhando por conta da aposentadoria é comum dentro das próprias casas ou em locais públicos, as praças, por exemplo.
Diferentemente do que se pensa, o silêncio não acontece porque não se tem o que dizer. Na conclusão dos estudos, essas pessoas não possuem mais mais a única razão pela qual eram valorizados. Há uma relação tanto com o trabalho quanto com aquele sentimento de não serem mais "tão úteis" à sociedade e ao mundo diferente que eles têm pela frente.
O assunto foi discutido no livro da socióloga Helen Rose Fuchs Ebaugh de 1988, "Tornando-se um Ex: O Processo de Saída de Papel Social" (em tradução livre). Para a profissional, essa transição entre fim da vida no mercado de trabalho e aposentadoria se desenrola em quatro etapas.
A própria Helen dá um relato pessoal e como recomeçou do zero após em "vida anterior" ter passado por um convento. As quatro etapas que um aposentado enfrenta quando mudam de vida são:
- Desilusão e dúvida
- Procura por alternativas
- Momentos inflexivos
- A chamada criação da função de antes
Mas o que isso quer dizer? Nada mais é do que se adapar à "nova identidade", ou seja, ao novo momento da vida e a chamada "festão dos estigmas" anteriores. A isso se soma à "teoria da continuidade", que Robert Atchely desenvolveu na revista "The Gerontologist".
Para ele, esse processo se torna mais suave quando a transição entre as "duas vidas" é feita sem traumas. E como isso pode ser desenvolvido? Mantendo os laços sociais, integração às atividades comunitárias e a prática de hobbies.